Segundo o órgão ambiental, policiais militares da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental de Porto Seguro (Cippa) realizaram o resgate do animal. O suspeito do crime fugiu com a chegada da polícia.
O diretor executivo do Cetas, Henrique Jabur, disse que ainda não é possivel afirmar se o animal vai se recuperar dos ferimentos causados pela agressão com golpes de faca, que ocorreu enquanto o animal realizava a desova na praia. A tartaruga pesa cerca de 80 kg e é da espécie "Eretmochelys imbricata", conhecida como tartaruga-de-pente e ameaçada de extinção.
"O estado é critico. Ela teve um corte muito grande na cabeça e atingiu uma artéria. Foi estancado o sangramento e ela está reagindo. Não dá para saber se vai se recuperar ou não.
Se melhorar a situação, será feita uma indução para tentar fazer com que os ovos sejam levados para a praia e ocorra a desova", explica. Segundo o diretor do órgão, que recebe animais silvestres apreendidos, a depender do resultado do tratamento, a tartaruga pode voltar a viver no ambiente natural.Ele afirma que o caso de agressão contra tartarugas marinhas é raro na região. "A maior parte da ocorrência é em rede de pescadores, em que as tartarugas se prendem. É hábito na região também o consumo da carne. No caso da desova do animal na praia, a gente tem menos notícia de que a tartaruga seja incomodada assim, até porque a população na praia acompanha e quer proteger. Esse caso é uma exceção", detalha Henrique.
Resgate
O animal foi resgatado no domingo (21) por policiais militares da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental de Porto Seguro (Cippa) e levado para o Cetas do Ibama.
Fonte: G1


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